Prometido e não cumprido. Meu passado e meu futuro. Tudo vira bosta. Um dia depois, não me vire as costas. Salvemos nós dois: tudo vira bosta. (Rita Lee)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Medicina

[e]dy diz:
Aff!!
E se for fazer vestibular vai fazer pra que?
Thiago diz:
Pois é, por isso que não desisti ainda.
Thiago diz:
hahahahaha

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Sobre a frustração

Que merda, eu devia ter vendido a minha vaga.
Vou olhar o currículo dos outros cursos na federal, carinhosamente.

eu não gosto de gente

eu não gosto de gente

eu não gosto de gente

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A epilepsia de Sérgio

Sérgio é assim mesmo. Sérgio tem momentos, e esse momento, em particular, não é bom. É uma daquelas tardes em que se têm milhares de idéias pela metade na cabeça e nenhuma delas se encaixa para formar algo lógico. Nem ilógico, porque qualquer insight ou pedaço de insight na cabeça não consegue sair intacto, tudo se dissolve ou se estilhaça no córtex associativo, antes de ser expressado.

As pessoas deviam vir com um mecanismo fisiológico de proteção, uma enzima contra esse estupor de excesso de informação e cansaço. É muita idéia, é muita sensação, tudo muito pesado. Parece uma epilepsia branda, parece que dói, ou cansa. Epilepsia branda. Epilepsia leve. Sérgio pensa em convulsionar, de mentira, no chão; para ver se, somatizando, passa isso tudo. Sérgio ri.

Dilema. Se somatizar, provavelmente vai cansar o corpo e o quadro pós-epiléptico vai estar completo: cansaço físico e mental. Se não somatizar, o que acontece? Continua epiléptico? Certamente: está com cara de que vai ser uma daquelas tardes de tédio, tédio pulsante, tédio inexorável, auto-destrutivo. Sérgio se atira no chão, e convulsiona.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Sobre a bina do orkut

A maioria das pessoas criou perfis fakes, ou desativou a bina do orkut, a fim de continuar olhando as páginas alheias sem serem notadas. Eu continuei olhando umas, assumindo a minha posição, e outras eu parei de olhar.

Eu posso chamar isso de cansaço metafísico, falta de interesse pela vida alheia, cinismo ou mesmo fazer uma reflexão psicanalítica sobre isso. Mas é desnecessário.

Sobre a vista panorâmica

Para mim, todo conhecimento e reflexão metafísica sobre o comportamento é um salto do instinto e obviedade para um ponto acima, um nada, um devir intelectual. Esse salto, com o avançar do processo, retorna ao ponto inicial, de mesmo comportamento, porém esclarecido.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Sobre o novo currículo

Agora eu tô sabendo epidemiologia. Estou formado em epidemiologia, sei mais sobre pesquisa médica do que a metade dos médicos famosos com quem me consulto. Na verdade, a maioria deles nem estudou isso na faculdade. Estou na vanguarda do conhecimento científico, no auge do consumismo de informação metodologicamente produzida. Meus professores e médicos, não. A diferença entre mim e eles é que eles tem fama, e um conhecimento muito mais medíocre: semiologia e tratamento. Mas, afinal, é isso que um médico tem de saber: sintoma-doença-manejo.

Mas eu sei epidemiologia.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Exemplo de pergunta cretina

Minha irmã — por que você não quer falar comigo?

Para quem tem menos do que 300gr de massa encefálica: se há um motivo para a ausência de diálogo, esse também se aplica na abdicação ao direito de resposta a perguntas como essa.

domingo, 8 de julho de 2007

Matei você, tão fácil

O que é fácil e o que é difícil? Uma briga abrupta, dizer a morte — assassinato emocional. E esquecer alguém, processo lento e definitivo? Ninguém que mereça o drama da morte dita pode ser esquecido. O assassinato emocional envolve muito menos calor e energia, envolve abster-se e necessita muito tempo, porém nenhuma dedicação. Não matei você com raiva, com amor, com frustração; sufoquei no meu silêncio.

(versão masturbativa do post que eu achei que tinha sido perdido)

Matei você, tão fácil

O que é fácil e o que é difícil? É fácil matar você, dizer a morte — assassinato emocional —

(eu tentando lembrar do post)

sábado, 7 de julho de 2007

Matei você, tão fácil

O que é fácil e o que é difícil? Todo aquele esforço e raiva e lágrimas e frustração de uma briga abrupta, dizer que para mim você morreu. E deixar, simplesmente, o silêncio encher de pó, e de tanto pó, a distância que nos afasta, que ela se torna inexorável? Ninguém que tenha merecido uma briga de dizer a morte — assassinato emocional — pode ser esquecido. Matar você, tão fácil, é deixar você. É um processo demorado, de certa forma muito mais complexo do que dizer a morte; mas calmo, e fácil. Tem tanta gente que a gente mata sem querer, enquanto não consegue matar quem a gente queria.

(eu achei que esse post não tinha sido publicado ontem, quando minha internet caiu)

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Cansaço

Dudu diz:
hauhaua ok
ta cansado de q?
T h i a g o muy cansado diz:
Da vida.
T h i a g o muy cansado diz:
(toda vez que digo isso me diagnostico depressão, vou arranjar outra explicação...)

T h i a g o muy cansado diz:

As pessoas sempre me reconheciam mais do que eu a elas, sabe.
Antes da plástica para mim o motivo era óbvio: um guri com tamanho nariz era difícil de esquecer.
Mas depois continuou... Minha conclusão é que minha memória é PÉSSIMA mesmo. haha

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Do desfecho

Aí eu me pego correndo no sentido de algo que eu nem sei se existe. E se for uma falácia? E se for inútil? E se for... Ruim? E se for fuga, catarse, se for engano? Quando se anda sem sentido, talvez seja bom olhar para os lados.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

É, isso é um blog.

Sou sua noite sou seu quarto se você quiser dormir eu me despeço eu em pedaços como um silêncio ao contrário enquanto espero escrevo uns versos depois rasgo sou seu fardo sou seu bardo se você quiser ouvir o seu eunuco o seu soprano o seu arauto eu sou o sol da sua noite em claro um rádio eu sou pelo avesso sua pele o seu casaco se vai sair o seu asfalto se você vai sair eu chovo sobre o seu cabelo pelo seu itinerário sou eu o seu paradeiro em uns versos que eu escrevo depois rasgo e depois rasgo sou seu fardo sou seu bardo se você quiser ouvir o seu eunuco o seu soprano um seu arauto eu sou o sol da sua noite em claro um rádio eu sou pelo avesso a sua pele o seu casaco se você vai sair o seu asfalto se você vai sair eu chovo sobre o seu cabelo pelo seu itinerário sou eu o seu paradeiro em uns versos que eu escrevo e depois rasgo e depois rasgo.

(adriana calcanhoto - uns versos)
*lembranças*

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Racionalizando.

A racionalização é um dos mecanismos de defesa ineficazes mais maduro.
    "porra, que merda" não é um exemplo de racionalização, embora utilize palavras. Racionalização é se dar conta que você está irritado com algo que foge/fugiu do seu controle, por exemplo. Ou seja: que você está frustrado.

A sublimação vai mais além, a sublimação elimina essa irritação (defende, de fato). Sublimar é, de certa forma, aceitar.
    "pois é" é um exemplo de sublimação. O ponto ruim da sublimação é que se irritar é uma coisa boa, do ponto de vista de que você conserva o seu poder ativo (i.e. modificador). Quando você sublima algo, você perdeu, se absteve. Mas o que o irritou também — perdeu a sua ação, a sua resposta; pois, mesmo que você faça algo a respeito, fará sem a intenção de modificá-lo, fará sem expressar o seu poder ativo.
    Entretanto, sublimar dói¹ menos. Vou ficar em silêncio.

1- dor psicometafísica

terça-feira, 15 de maio de 2007

Memória

Olho a foto bonita que eu tirei
Com pena de mim, com inveja
Da lente, que viu o que eu não vi

quarta-feira, 9 de maio de 2007

sábado, 28 de abril de 2007

domingo, 22 de abril de 2007